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Onde tudo começou

Quando chegaram à ilha, os portugueses logo encontraram os índios Tupinambás, que haviam fugido do nordeste paraense após inúmeras invasões estrangeiras. Bastante evoluídos para a época, os Tupinambás sabiam falar a língua geral, o Nheengatu, devido ao contato mantido com outros estrangeiros.

A descoberta de Mosqueiro como balneário se deu no final do século XIX, quando muitos estrangeiros que aqui se instalaram durante o período áureo da borracha costumavam passar os fins de semana na ilha. Os ingleses, da Pará Eletric Railways Company, foram responsáveis pela instalação de energia elétrica e de meio de transporte interno. Já os alemães, franceses e americanos eram em sua maioria, funcionários de companhias estrangeiras como a Port of Pará e Amazon River.

Desta forma, não demorou muito para que seringueiros e balateiros da região do Marajó e a própria sociedade belenense seguissem os passos dos europeus e americanos, e começassem a erguer na orla vivendas e trapiches para facilitar o embarque e desembarque da população.


marcador Origem do nome

Mosqueiro tem seu nome preso à palavra “moqueio”, um método de conservação de origem indígena, que por
    muitos anos garantiu o transporte da carne de caça e do pescado até Belém.

Os nativos costumavam conservar os animais putrecíveis colocando-os em fumeiro próprio, sobre o moquém, uma espécie de grade ou jirau de varas espaçadas, confeccionada para tal operação. Sob o calor do fogo que subia e atingia o produto, este processo chegava a tostar o material. Na realidade, o peixe moqueado era defumado e conservado pelo carbono desprendido durante a queima da madeira.

Recebendo inteligentes lições dos índios, os primeiros povoadores elegeram a ilha como entreposto de suas atividades de pesca. E como batedores de baías, precisavam entregar o produto são no vilarejo que se expandia ao redor do Forte do Presépio.

A distância entre Mosqueiro e o centro de comercialização do produto fresco era muito longe, principalmente para embarcações que dependiam do vento e da maré. Então Mosqueiro tornou-se o ponto intermediário ideal para a moqueação dos peixes. O produto chegava a Belém, presos por cipós, alcançando altos índices de consumo. No preparo do moqueio, o índio fazia cortes bem finos no peixe, para melhor absorver o carbono. Por se parecerem com listras, esses cortes eram chamados pelos portugueses de “musqueia”. Assim, as palavras “moqueio” e “musqueia”, deram origem ao atual nome da ilha.


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